11/10/2008

Tantrismo



Tantra (Sânscrito: तन्त्र; "trama" significa entrelaçamento ou continuidade), o tantrismo é uma filosofia religiosa que adora Shakti como a suprema divindade e, o universo é considerado uma trama divina entre Shakti e Shiva. O termo Tantra também se aplica aos textos relacionados com a adoração a Shakti. O Tantra lida principalmente com práticas espirituais e formas rituais de culto que visam a libertação da ignorância, do sofrimento (sansara) e a identificação com a suprema consciência.
O movimento Tântrico tem influenciado muitas tradições religiosas: hindu, Bön, budista e Jainista e se difundiu, em suas diversas formas pelo Sul da Ásia, China, Japão, Tibet, Coréia, Camboja, Birmânia, Indonésia e Mongólia.

David Gordon White, teve o cuidado de evitar uma definição rigorosa do tantra, mas oferece a seguinte descrição: Tantra é um conjunto de crenças e práticas cujo fundamento é o princípio de que o universo em que vivemos não é senão a manifestação concreta do aspecto energético da Suprema Consciência que cria e sustenta o universo. Procura apropriar-se e ritualmente canalizar essa energia, no interior do microcosmo humano, em processo libertário.

Segundo o Lama Tibetano Yeshe Thubten: ... cada um de nós é a união de todas as energias universais. Tudo o que precisamos para obter a realização está disponível dentro de nós e emerge no momento preciso, simplesmente trata-se da espontânea percepção da unidade. Esta é a abordagem Tântrica.

Visão geral
Há um grande número definições de Tantra formuladas em diferentes escolas mas, nem sempre necessariamente consistentes. Robert Brown observa que o termo tantrismo é uma construção feita por intelectuais ocidentais e que não é um conceito que vem de dentro do sistema religioso Hindu propriamente dito; ainda, desenvolve concepções opostas à tradição védica. Isto o torna potencialmente suspeito como ponto de vista independente.

Ao invés de um único sistema coerente, o Tantra é um acúmulo de práticas e ideias que tem entre suas características a utilização do ritual, o uso do "sensível" para acessar o "transcendente" e a identificação do microcosmo com o macrocosmo. O praticante tântrico pretende utilizar o prana (poder divino) que circula através do universo (incluindo nosso próprio corpo) para atingir determinadas metas. Esses objetivos podem ser de natureza espiritual ou profana.

Um praticante do tantra considera a orientação de um guru necessária para a experiência mística, levando em consideração que, em parte, o tantrismo é transmitido através de uma linguagem secreta ou linguagem intencional (sandhā-bhāşā) com duplo sentido na qual um estado de consciência é expresso por um termo erótico e o vocabulário filosófico está eivado de significações sexuais.

"...Enigmas e adivinhações rituais foram utilizadas desde os tempos védicos e, à sua maneira, revelam os segredos do universo. No tantrismo estamos em presença de um sistema cifrado. solidamente elaborado, e que não chega a explicar a incomunicabilidade das experiências yóguico-tântricas; para expressar este tipo de experiências, há muito tempo usavam-se símbolos, mantra, letras místicas. A sandhā-bhāşā persegue outro fim: ocultar a doutrina aos não iniciados e, principalmente, projetar o yogin na "situação paradoxal" indispensável ao seu treinamento espiritual. Dada a polivalência semântica das palavras, o equívoco acaba de substituir o sistema comum de referência, inerente a toda linguagem usual. Essa destruição da linguagem contribui, também, para "quebrar" o universo profano e substituí-lo por um universo de níveis conversíveis e integráveis. O simbolismo, em geral, possibilita uma permeabilidade universal, abrindo aos seres os significados de uma realidade transobjetiva. No tantrismo, porém, a "linguagem intencional" torna-se um exercício espiritual, faz parte integrante da sadhana...". Mircea Eliade - Le Yoga, Immortalité et Liberté.

No processo de trabalho com a energia (shakti), o praticante tântrico dispõe de várias ferramentas. Estas incluem o ioga, processo que levará o praticante "à união" com a suprema consciência. Igualmente importantes são o uso de visualizações da divindade e a verbalização ou Sua evocação através de mantras, que podem ser entendidas como ver, ouvir internamente e cantar enfaticamente o poder divino - levando a uma crescente tomada de consciência da vibração cósmica através de constante prática. A identificação e a internalização do divino é alcançada, muitas vezes, através da perfeita empatia com a divindade: o aspirante "torna-se" o Ishta-Deva ou a divindade escolhida para meditação.

Tradição Hindu
A tradição tântrica pode ser considerada paralela ou entrelaçada à tradição védica. As fontes primárias dos textos tântricos são os agamas que são, em geral, compostos de quatro partes: conhecimento metafísico (jnana), meditação (yoga), rituais (kriya), e prescrições éticas e religiosas (charya). As escolas e as diversas linhagens associam-se a determinadas formas da tradição tântrica.

André Padoux observa que na Índia, o tantrismo foi rejeitado pela ortodoxia védica. Maurice Winernitz, em sua revisão da literatura do Tantra, assinala que, embora os textos tântricos indianos não sejam formalmente hostis aos Vedas, eles sugerem que os preceitos dos Vedas são muito difíceis para a nossa era, e que, por esse motivo, um culto mais simples e mais fácil da doutrina foram formulados então.

N.N. Bhattacharyya lembra que os mais recentes autores tântricos baseiam-se em doutrinas védicas, embora os seguidores ortodoxos da tradição védica, invariavelmente, referem-se ao Tantra com espírito de repulsa, acentuando seu carácter anti-védico. Em contraste, o contemporâneo autor Swami Nikhilananda descreveu não só a estreita afinidade com os Vedas, mas também que o desenvolvimento do pensamento tântrico mostra a influência dos Upanishads, dos Puranas e do Yoga.

Os Tantras existem em forma Shaiva, Vaisnava, Ganapatya, e Shakta, entre outras. Em cada tradição tântrica os textos são classificados como Shaiva Āgamas, Vaishnava Pāñcarātra Saṃhitās, e Shakta Tantras, mas não existe uma linha demarcatória clara entre essas obras, e em sentido prático o termo Tantra é usado geralmente para esta classe de obras.

Evolução e involução (metafísica / ontologia)
De acordo com o tantra, Satchidananda: consciência (transcendental), ser (realidade) e bem-aventurança (felicidade) tem o poder de auto-evolução e, também, de auto-involução. Prakriti (substrato material) ou Shakti, evolui para uma multiplicidade de formas e coisas, mas, ao mesmo tempo, permanece sempre como consciência pura, ser e bem-aventurança. Neste processo de evolução, Maya mascara a Realidade e a separa em pares de opostos, como consciente e inconsciente, prazer e dor, e assim por diante. Mesmo não se apresentando como ilusão, cria condições limitadoras ao jiva individual.

Na dimensão relativa, Shiva e Shakti são percebidos como distintos. Segundo o Tantra mesmo no estado de evolução, a realidade (matéria) se mantém como consciência pura, ser e bem-aventurança. Na verdade, o Tantra afirma que tanto os processos sensoriais como o Jiva individual são por si próprios Reais. Assim o Tantra se distingue do puro dualismo e do não-dualismo do Vedanta ao introduzir a polaridade shiva-Shakti.

No entanto, a evolução ou a "corrente emergente" é apenas metade do funcionamento de Maya. Involução (corrente de retorno) conduz Jiva de volta à fonte ou raiz da realidade, revelando o infinito. O Tantra desenvolve um método para transformar o 'processo evolutivo' em 'processo involutivo', transformando os grilhões criados por Maya em forças que 'libertam' ou 'liberam'. Esta visão enfatiza duas máximas do Tantra: "É preciso subir pela via por onde se cai" e "o veneno que mata torna-se o elixir da vida, quando utilizados pelo sábio."

O método
O objetivo do tantrismo é sublimar, mais do que negar a realidade relativa. Este processo de sublimação consiste em três fases: purificação, elevação (despertar e ascensão de Kundalini), e a "reafirmação da identidade no plano da consciência pura." Os métodos utilizados pela Dakshina Marga (caminho da mão direita) se opõem aos métodos utilizados no Kaula Marga (caminho da esquerda).

Práticas rituais
Devido ao vasto leque de escolas abrangidas pelo termo tantra, torna-se difícil e desafiador descrever, de modo geral, as práticas tântricas. Arthur Avalon (1918) forneceu clara distinção entre "Ritual ordinário" e " Ritual secreto".

Ritual ordinário (Shakta Sadhana)
O ritual ordinário ou puja pode incluir qualquer dos seguintes elementos: Mantra e Yantra. Como em outras tradições hindus e do yoga budista, mantra e yantra desempenham um papel importante no Tantra. Os mantras e yantras são instrumentos para invocar divindades hindus específicas, tais como Shiva e Kali. Desse modo, o puja pode envolver a utilização, como objeto de concentração, de um yantra ou mandala associado a uma divindade específica.

Identificação com a divindade
O Tantra, em seu desenvolvimento está associado ao antigo pensamento védico, assimilando, então, as divindades védicas, especialmente Shiva e Shakti, juntamente com a filosofia advaita vedanta em que cada um representa um aspecto do supremo Paramashiva ou Brahman. Essas divindades podem ser adoradas externamente com flores, incenso, e outras ofertas, como cantar e dançar, mas (internamente), mais importantes, são as meditações ligadas aos atributos do Ishta Devata. Os praticantes visualizam-se como a divindade ou experimentam o darshan (visão) da divindade.

Ritual Secreto (Pañcatattva)
Arthur Avalon no capítulo 27 -The Pañcatattva (The Secret Ritual) da sua obra Sakti e Sakta (1918), afirma que o Ritual Secreto (que ele chama Panchatattva, Chakrapuja e Panchamakara) é um culto que geralmente ocorre em um Cakra (círculo) composto por homens e mulheres ... sentados em roda, a Shakti [a praticante feminina] fica à esquerda do Sadhaka [praticante masculino]. Por isso, é chamado Cakrapuja. ... Existem vários tipos de Cakra - produzindo diversos efeitos em seus participantes.
Neste capítulo, Avalon também fornece uma série de variações e substituições para os "elementos" ou tattva do Panchatattva (Panchamakara) codificados nos Tantras e em diversas tradições tântricas e afirma que existe uma correlação direta com os Cinco Néctares e os Mahābhūta.

Visão Ocidental
O primeiro estudioso ocidental a empreender o estudo do Tantra com isenção e rigor metodológico foi Sir John Woodroffe (1865-1936), que escreveu sobre Tantra sob o pseudônimo Arthur Avalon. Ele é considerado "o fundador dos estudos tântricos". Ao contrário dos intelectuais precedentes, Woodroffe foi um apologista de Tantra. Defendeu o Tantra contra os seus detratores apresentando-o como um sistema ético-filosófico compatível com os Vedas e o Vedanta. Como estudioso e praticante do Tantra da tradição Shiva-Shakta, Woodroffe compreendeu a integridade do sistema tântrico transmitindo-o com objetividade escolástica.

Desenvolvimento moderno
Após Sir John Woodroffe, um grande número de estudiosos começaram a investigar profundamente os ensinamentos tântricos. Entre estes incluem-se vários estudiosos de religião comparada e Indologia tais como: Agehananda Bharati, Mircea Eliade, Julius Evola, Carl Jung, Giuseppe Tucci e Heinrich Zimmer.

De acordo com Hugh Urban, Zimmer, Evola e Eliade conceberam o Tantra como "o ponto de convergência de todo pensamento indiano: a mais radical forma de espiritualidade com coração da arcaica Índia aborígine", é considerado, por alguns, o ideal de religião da era moderna. Todos os três perceberam o Tantra como "o mais transgressivo e violento caminho para o sagrado."

No mundo atual
Acrescentam-se a estas primeiras apresentações do Tantra outros autores mais populares como Joseph Campbell que ajudaram a trazer o Tantra para o imaginário popular do ocidente. O Tantra passou a ser visto como um "culto do êxtase", combinando sexualidade com espiritualidade, ou como forma de ação catártica da repressão sexual.
Com a popularização do tantra no Ocidente ocorreram grandes desvios: para muitos praticantes modernos, o "Tantra" tornou-se sinônimo de "sexo espiritual" ou "sexualidade sagrada", a crença de que o sexo em si deveria ser reconhecido como um ato sagrado que é capaz de elevar os seus participantes para um plano espiritual mais sublime. Embora o pop-tantra empreste muitos conceitos e a terminologia do Tantra Indiano omite algumas das seguintes características: a tradicional dependência do guruparampara (a orientação de um guru), a intensa prática meditativa, e as normas tradicionais de conduta - tanto morais como ritualísticas.

De acordo com o autor e crítico sobre religião e política, Hugh Urban:
Desde o tempo de Agehananda Bharati, a maioria dos estudiosos ocidentais criticaram severamente estas novas formas de pop Tantra. O "Califórnia Tantra" expressão cunhada por Georg Feuerstein é baseado em uma profunda incompreensão dos procedimentos tântricos. Seu principal erro é confundir êxtase tântrico ... com orgasmo ordinário.
Fontes - Tantra: wikipedia, Mircea Eliade: wikipedia



Links
Mahanirvana tantra: Arthur Avalon

Shakti and Shakta: Arthur Avalon
Hymns to the Goddess: Arthur Avalon
Kularnava Tantra: Arthur Avalon
Hymn to Kali: Arthur Avalon
Kundalini, The Mother of the Universe: Rishi Singh Gherwal
Sat Chakra Nirupana: Purnananda Swami
The Serpent Power by Arthur Avalon
The secret of three cities: an introduction to Hindu Shakta tantrism by Douglas Renfrew Brooks e Bhāskararāya
Tantra, O Culto Da Feminilidade Por Andre Vn Lysebeth

Tantra: Shakti and Shakta from spiritandflesh.net
International Journal of Tantric studies
An Introduction to the Tamil Siddhas: Layne Little
Sriyantra - Sacred art and geometry of Tantra.
Shiva Shakti Mandalam
The 36 tattvas
Mahavidya / Tantra

Espaço dedicado ao yogi: Textos (em português)

Kundalini


Kundalini (em Sânscrito कुण्डलिनी) significa literalmente "enrolada como uma serpente, enroscada", é uma forma de energia psicofísica visualizada como uma serpente enrolada na base da coluna, daí uma série de acepções do termo, como «O poder da serpente».
No Hinduísmo, Kundalini é uma parte do corpo sutil associado aos nadis e chakras. Uma grande variedade de modelos desta anatomia esotérica aparece nos textos conhecidos como Āgamas ou Tantras.
Existem inúmeros modelos sobre Kundalini nos textos fonte em Sânscrito. Nos primeiros textos, aparecem vários sistemas de chakras e nadis, com diferentes conexões entre eles. No decorrer do tempo o sistema de seis ou sete chakras localizados ao longo da coluna vertebral tornou-se o modelo dominante, aceito pela maioria das escolas de ioga. Este sistema, provavelmente originado no século XI DC, difundiu-se rapidamente. É neste contexto que se fala da "ascensão" de Kundalini, transpassando cada chakras até alcançar o chakra coronário, resultando na união com a suprema Consciência. “Esta é a estrutura citada por Monier-Williams, onde os chakras são definidos em número de seis, um acima do outro”.

O mais famoso Upanishad do Yoga, o Yogatattva Upanishad, menciona quatro tipos de yoga, entre os quais laya-Yoga, a dissolução simbólica (laya) do universo visualizada no interior do corpo com o correspondente despertar da energia psicofísica conhecida como kundalini. Outro texto fonte que descreve o conceito de Kundalini é o Hatha Yoga Pradipika escrito por Swami Svatmarama (entre os Séculos XII e XV DC.).
No ocidente Kundalini é frequentemente associado ao poder ígneo e, às vezes, ao fogo serpentino expressões derivadas do título 'O Poder da Serpente' de Sir John Woodroffe (Artur Avalon)(1865-1936) que foi uma das primeiras pessoas a divulgar a palavra Kundalini no Ocidente. Vivendo em Calcuta, Índia, como Magistrado da Suprema Corte de Justiça, interessou-se pelo Shaktismo, uma forma do tantrismo hindu. Suas traduções e comentários de dois textos raros (Sat-Chakra-Nirupana e Paduka-Panchaka) foram publicadas com o título "The Serpent Power", considerado atualmente um clássico do Trantrismo Hindu. Woodroffe traduziu Kundalini como "Serpent Power", forma que considerou mais próxima da tradução literal e mais relacionada ao conceito denotado.

Outra interpretação Ocidental de Kundalini foi desenvolvida pelo psicólogo Alemão Carl Jung (1875 --1961).
O seminário sobre Kundalini Yoga apresentado por Carl Jung ao Clube Psicológico de Zurique, em 1932, é considerado um marco na compreensão psicológica do pensamento oriental e das transformações simbólicas na experiência interior. Jung apresentou o Kundalini Yoga associado ao modelo das fases do desenvolvimento psicológico voltadas para a aquisição da consciência superior, e interpretou seus símbolos em termos de processo de individuação.

No início dos anos 70, o conceito de Kundalini era conhecido apenas entre os estudiosos e muito pouco disseminado. Um dos pioneiros da difusão do conceito de Kundalini no ocidente foi Gopi Krishna. Sua autobiografia é intitulada "Kundalini - A Energia Evolutiva no Homem", segundo June McDaniel, seus escritos influenciaram ocidentais interessados em Kundalini yoga. Kundalini, atualmente, é um conceito popular largamente citado entre diversas disciplinas do ioga e em discursos da Nova Era.
Stuart Sovatsky adverte que a recente popularização do termo Kundalini dentro dos novos movimentos religiosos não contribuiu para promover uma madura compreensão do conceito. Sovatsky adverte que o conceito de Kundalini vem da filosofia do Tantra Yoga e refere-se à inteligência do poder feminino (Shakti) responsável pelo despertar yóguico e pela evolução espiritual. Nesta perspectiva Kundalini é entendida como uma forma de energia psicofísica evolutiva que conduz o indivíduo à busca da liberação. Sovatsky também se refere a um fenômeno chamado "despertar pranico", onde Prana é interpretado como a energia que sustenta a vida do corpo. Ascencionada ou intensificada, a energia vital é chamada pranotthana, admite-se ser proveniente do reservatório de bio-energia sutil localizada na base da coluna vertebral. Esta energia também é interpretada como um fenômeno vibracional que inicia um período, ou um processo de desenvolvimento espiritual . A possibilidade de visualizar pranotthana e o amplo processo Kundalinico de maturação do corpo e do caráter além do convencional crescimento psicológico foi sugerido por Sovatsky. De acordo com esta visão, o desenvolvimento psicológico e espiritual pode continuar ao longo da vida.

Segundo a literatura e a tradição oral do Yoga, o poder de Kundalini emerge através de práticas de meditação específicas. As manifestações de Kundalini são compreendidas através da estrutura do sistema de chakra, os centros de energia psico-espiritual localizados ao longo da coluna vertebral.
Segundo a tradição hindu Kundalini sobe a partir do chakra raiz através canal espinal, (chamado shushumna), e acredita-se que ativa cada chacra por onde passa. Cada chakra contém características especiais. Os chakras são associados aos plexos nervosos ou como centros de força e consciência estão localizados no corpo sutil do homem. Quando Kundalini Shakti reencontra o Ser Supremo (Lord Shiva), o aspirante entra em meditação profunda durante a qual ele experiencia infinita bem-aventurança.
Com a ascensão de Kundalini, acredita-se que os poderes espirituais (siddhis), também, surgem. No entanto, muitas tradições espirituais consideram esses fenômenos como obstáculos ao caminho, e recomendam ao estudante não se deixar distrair por eles.

Lukoff, Lu & Turner observam que um grande número de problemas psicológicos podem ser associados com as práticas espirituais asiáticas, e que as tradições asiáticas reconhecem uma série de perigos associados a uma prática intensa de meditação.
A literatura transpessoal relata que a ascensão de Kundalini não ocorre sem perigos. Levando isto em consideração, deverão existir boas razões para não exercerem tais práticas intensivas a menos que seja guiado por um instrutor credenciado, ou que se submeta a uma profunda preparação psicológica juntamente com a capacitação teórica na prática da meditação escolhida. Os professores tradicionais de meditação Kundalini também advertem aos neófitos dos potenciais perigos na experimentação das técnicas do Kundalini Yoga.
Ansiedade, dissociação, despersonalização, alterações de percepção, agitação, tensão muscular têm sido observadas em praticantes ocidentais de meditação e a literatura psicológica acrescenta agora a ocorrência de problemas relacionados com a meditação na vida contemplativa Ocidental. Entre estes encontramos a "Síndrome de Kundalini" (ver abaixo) e as diferentes formas da "doença do vento" descritas na tradição tibetana.

De acordo com a moderna pesquisa experimental, Kundalini e Bio-energia são expressões de uma mesma realidade energética em seres humanos. Através de condicionamentos sociais e traumas emocionais, esta energia vital é normalmente reprimida e bloqueada, subconscientemente, em tensões musculares crônicas, que têm como contrapartida psicológica bloqueios emocionais e ego-defesa. Quando esta "armadura muscular" (chamada bio-energia) é atenuada ou quebrada e/ou a energia viva é amplificada por uma forte emoção ou em situações de perigo de vida, o corpo começa a tremer e vibrar involuntariamente, e energia Kundalini começa a reanimar áreas psicossomáticas anteriormente reprimidas. Se este desenvolvimento não é reprimido novamente (ou mesmo controlado), a conseqüente subida de Kundalini trará velhos traumas do corpo e da psique para a superfície como forma de processo de cura natural - em parte muito intensa, bem como radicalmente transformadora.

Usualmente a fase de "limpeza" de emoções extremas, materiais de experiências do subconsciente e (talvez) doenças ou acidentes dura de 2 e 4 anos. Após esse tempo (em uma lenta e ininterrupta transição) Kundalini começa a estar disponível em todo o corpo e na psique para promover um crescimento qualitativo do individuo. Todo o processo pode durar de 15 a 20 anos no total. Embora a subida de Kundalini seja considerada um reequilíbrio natural do corpo e da psique, é altamente recomendável obter competente e experiente apoio durante os primeiros anos, como muitos coisas podem se desenvolver de maneira não natural em nossas "saudáveis" sociedades (que são muitas vezes consideradas a causa do não-despertar de Kundalini em idade mais precoce).


Pesquisadores nas áreas de Psicologia Humanística, Psicologia transpessoal, e estudos da morte iminente descrevem um complexo padrão sensorial, motor, mental e afetivo de sintomas associados com o conceito de Kundalini, às vezes chamado de Síndrome de Kundalini. Este despertar e excitação psicossomática crê-se que ocorram em conexão com a prolongada e intensiva prática espiritual ou contemplativa (como yoga ou meditação), ou uma
experiência de quase-morte, ou como resultado de uma intensa experiência ou crise pessoal. De acordo com estes campos de estudo a síndrome de Kundalini é diferente de um episódio singular de Kundalini, como o despertar de Kundalini. A síndrome de Kundalini é um processo que poderia se estender por vários meses ou mesmo anos. Se os sintomas associados se manifestam de forma intensa que desestabiliza a pessoa, o processo é geralmente interpretado como uma emergência espiritual. Kundalini: Wikipedia

Links:
Kundalini Yoga by Sri Swami Sivananda
Kundalini, The Mother of the Universe by Rishi Singh Gherwal
Experiences of Meditation by Sarasvati Buhrman Ph.D.

Kundalini by Gopi Krishna
Kundalini Research Foundation Ltd
Kundalini FAQ
Tantra Kundalini


Chakra


Chakra is a Sanskrit term meaning circle or wheel. There is a wide literature on chakra models, philosophy, and lore that underpin many philosophical systems and spiritual energy practices, religious observance, and personal discipline. Theories on chakras fit within systems that link the human body and mind into a single unit, sometimes called the 'bodymind' (Sanskrit: namarupa).The philosophical theories and models of chakras as centers of energy were first codified in Ancient India.

Judith (1996: p.5) provides a representative modern interpretation of chakras: A chakra is a center of activity that receives, assimilates, and expresses life force energy. The word chakra literally translates as wheel or disk and refers to a spinning sphere of bioenergetic activity emanating from the major nerve ganglia branching forward from the spinal column. There are six of these wheels stacked in a column of energy that spans from the base of the spine to the middle of the forehead. And the seventh which is beyond the physical region. It is the six major chakras that correlate with basic states of consciousness... Chakra are commonly described, as above, as energy centers in the spine located at major branchings of the human nervous system, beginning at the base of the spinal column and moving upward to the top of the skull. Chakras are considered to be a point or nexus of metaphysical and/or biophysical energy of the human body.

The following primary chakras are commonly described: Muladhara (Sanskrit: मूलाधार, Mūlādhāra) lower body Swadhisthana (Sanskrit: स्वाधिष्ठान, Svādhiṣṭhāna) reproductive parts Manipura (Sanskrit: मणिपूर, Maṇipūra) navel Anahata (Sanskrit: अनाहत, Anāhata) heart Vishuddha (Sanskrit: विशुद्ध, Viśuddha) throat Ajna (Sanskrit: आज्ञा, Ājñā) eyebrow or forehead Sahasrara (Sanskrit: सहस्रार, Sahasrāra) top of head Chakras in the head from lowest to highest are: golata, talu/talana/lalana, ajna, lalata, manas, soma, sri (inside sahasrara) and sahasrara.

The concept of Chakra are often treated in different ways, depending on the cultural context. In Chinese medicine, traditional chakra locations correspond to acupuncture points. In some Eastern thought, chakras are considered to be gradations of consciousness and reflect states of the soul--these systems rely less on proof than on experience (under the assumption that 'proving' the existence of chakras is asking to 'prove' the existence of the thought process).

The English word chakra is derived from the Sanskrit cakraṃ चक्रं meaning "wheel" or "circle". More generally, the term refers to circular objects or formations, and Apte provides 23 different definitions for cakram used as a noun. Examples include "discus" (a type of divine weapon, particularly associated with the god Vishnu), a potter's wheel, a form of military array, etc. Bhattacharyya's review of Tantric history says that the word chakra is used to mean several different things in the Sanskrit sources: "Circle", used in a variety of senses, symbolizing endless rotation of shakti. A circle of people. In rituals there are different cakra-sādhanā in which adherents assemble and perform rites. According to the Niruttaratantra, chakras in the sense of assemblies are of 5 types. The term chakra also is used to denote yantras or mystic diagrams, variously known as trikoṇa-cakra, aṣṭakoṇa-cakra, etc. Different "nerve plexi within the body".

Hindu model In Hinduism, the concept of chakras is part of a complex of ideas related to esoteric anatomy. These ideas occur most often in the class of texts that are called Āgamas or Tantras. This is a large body of scripture, most of which is rejected by orthodox Brahmins. There are many variations on these concepts in the Sanskrit source texts. In earlier texts there are various systems of chakras and nadis, with varying connections between them. Various traditional sources list 5, 6, 7, or 8 chakras. Over time, one system of 6 or 7 chakras along the body's axis became the dominant model, adopted by most schools of yoga. This particular system may have originated in about the 11th century AD, and rapidly became widely popular. It is in this model where Kundalini is said to "rise" upward, piercing the various centers until reaching the crown of the head, resulting in union with the Divine. Tantric model The chakras are described in the tantric texts the Sat-Cakra-Nirupana, and the Padaka-Pancaka, in which they are described as emanations of consciousness from Brahman, an energy emanating from the spiritual which gradually turns concrete, creating these distinct levels of chakras, and which eventually finds its rest in the Muladhara chakra. It is the purpose of the tantric or kundalini forms of yoga to arouse this energy, and cause it to rise back up through the increasingly subtler chakras, until union with God is achieved in the Sahasrara chakra at the crown of the head.

Anyway it is the shakta theory of 7 main chakras that many people in the West adhere to, largely thanks to a translation of two Indian texts, the Sat-Cakra-Nirupana, and the Padaka-Pancaka, by Sir John Woodroffe, alias Arthur Avalon, in a book entitled The Serpent Power.
However, there are those who believe that chakras have a physical manifestation as well. Some authors say that there is a relationship between the positions and functions of the chakras, and of the various organs of the endocrine system. It is noted by many that there is a marked similarity between the positions and roles described for chakras, and the positions and roles of the glands in the endocrine system, and also by the positions of the nerve ganglia (also known as "plexuses") along the spinal cord (branching to plexuses by endocrine glands or organs), opening the possibility that two vastly different systems of conceptualization have been brought to bear to systemize insights about the same phenomenon. By some, chakras are thought of as having their physical manifestation in the body as these glands, and their subjective manifestation as the associated emotional, mental and spiritual experiences. Chakra: Wikipedia

Links

The Serpent Power by Arthur Avalon
Sat-cakra-Narupana by Purnananda Swami
Weels of life: a user's guide to the Chakra system by Anodea Judith
Eastern body, Western mind: psychology and the chakra system as a path to the self by Anodea Judith



Chakra Meditation
Part 1 (Root Chakra)



Part 2 (Sacral Chakra)



Part 3 ( Solar Plexus Chakra)



Part 4 (Heart Chakra)



Part 5 (The Throat Chakra)



Part 6 (The Third Eye Chakra)



Part 7 ( The Crown Chakra)





Yantra (Mandala)


Yantra are 'instruments', or more simply 'symbols', usually used to focus the mind. Traditionally they are used in Eastern mysticism to balance the mind or focus it on a spiritual concept. The act of wearing, drawing, or concentrating on a yantra is said to have spiritual or astrological or magical benefits.

Etymology and meanings
Yantra is a Sanskrit word that is derived from the root yam meaning to control or subdue [1] or "to restrain, curb, check" [2]. Meanings for the noun derived from this root include:[3][4].
a"any instrument or machine" (i.e. that which is controlled or controls. For instance the body is said to be a yantra[5]).
"any instrument for holding, restraining, or fastening" (for instance a symbol which 'holds' the essence of a concept, or helps the mind to 'fasten' on a particular idea)
"a mystical or astronomical diagram" (usually a symbol, often inscribed on n amulet) sometimes said to possess mystical or magical powers.

Symbols employes in Yantras
Shapes and patterns commonly employed in yantra include squares, triangles, circles and floral patterns but may also include more complex and detailed symbols, for instance:
The lotus flower typically represent chakras, with each petal representing a psychic propensity (or vritti) associated with that chakra.
A dot, or bindu, represents the starting point of creation or the infinite, unexpressed cosmos
The shatkona (Sanskrit term more commonly known as the star of David) composed of a balance between:
An upwards triangle denoting action, extrovertiality, or Shakti
A downwards triangle denoting introversion, meditativeness, or Shiva
A swastika represents good luck, welfare, prosperity or spiritual victory
bija mantras (usually represented as characters of Devanāgarī that correspond to the acoustic roots of a particular chakra or vritti).
The Shri Yantra is one of the most famous and ancient yantra.

Yantra as an astrological device
Yantra may be used to represent the astronomical position of the planets over a given date and time. It is considered auspicious in Hindu mythology. These yantras are made up on various objects i.e. Paper, Precious stones, Metal Plates and alloys. It is believed that constantly concentrating on the representation helps to build fortunes, as planets have their peculiar gravity which governs basic emotions and karma. These yantras are often made on a particular date and time according to procedures defined in the vedas.

The philosophical context of Yantra
Yantra function as revelatory conduits of cosmic truths. Yantra, as instrument and spiritual technology, may be appropriately envisioned as prototypical and esoteric concept mapping machines or conceptual looms. Certain yantra are held to embody the energetic signatures of, for example, the Universe, consciousness, ishta-devata. Though often rendered in two dimensions through art, yantra are conceived and conceptualised by practitioners as multi-dimensional sacred architecture and in this quality are identical with their correlate. the mandala.Meditation and trance induction that generates the yantra of the subtle body in the complementary modes of the utpatti-krama and saṃpanna-krama are invested in the various lineages of tantric transmission as exterior and interior sacred architecture that potentiate the accretion and manifestation of siddhi.
Khanna (2003: p.21) in linking Mantra, Yantra, Ishta-devata, and thoughtforms states:
Mantras, the Sanskrit syllables inscribed on yantras, are essentially 'thought forms' representing divinities or cosmic powers, which exert their influence by means of sound-vibrations.[6]
Yantra is an aniconic temenos or tabernacle of deva, asura, genius loci or other archetypal entity. Yantra are theurgical device that engenderentelecheia.

Yantra are realised by sadhus through darshana and samyama. Yantra, or other permutations and cognate phenomena such As Mandala, Rangoli, Kolam, Rangavalli and other sacred geometrical traditions, are endemic throughout Dharmic Traditions. Some Hindu esoteric practitioners employ yantra, mantra and other items of the saṃdhyā-bhāṣā (Bucknell, et. al.; 1986: p.ix) in their sadhana, puja and yajna [7].
Yantra: Wikipedia

Mandala
Mandala (Sanskrit maṇḍala मंड "essence" + ल "having" or "containing". It is also translated as "circle-circumference" or "completion", both derived from the Tibetan term dkyil khor). Mandala is of Hinduorigin, the term being used for the books of the Rig Veda.[citation needed] but is also used in other Indian religions such as Buddhism. In the Tibetan branch of Vajrayana Buddhism, mandalas have been developed into sandpainting. They are also a key part of anuttarayoga tantra meditation practices.
In various spiritual traditions, mandalas may be employed for focusing attention of aspirants and adepts; as a spiritual teaching tool; for establishing a sacred space; and as an aid to meditation and tranceinduction. According to David Fontana, its symbolic nature can help one "to access progressively deeper levels of the unconscious, ultimately assisting the meditator to experience a mystical sense of oneness with the ultimate unity from which the cosmos in all its manifold forms arises." [1] Thepsychoanalyst Carl Jung saw the mandala as "a representation of the unconscious self,"[2] and believed his paintings of mandalas enabled him to identify emotional disorders and work towards wholeness in personality.[3]
In common use, mandala has become a generic term for any plan, chart or geometric pattern that represents the cosmos metaphysically or symbolically, a microcosm of the Universe from the human perspective.

Tibetan Vajrayana
A kyil khor (Tibetan for mandala) in Vajrayana Buddhism usually depicts a landscape of the Buddha land or the enlightened vision of a Buddha (which are inevitably identified with and represent the nature of experience and the intricacies of both the enlightened and confused mind): "a microcosm representing various divine powers at work in the universe."[6] Such mandalas consist of an outer circular mandala and an inner square (or sometimes circular) mandala with an ornately decorated mandala palace[7] placed at the center. Any part of the inner mandala can be occupied by Buddhist glyphs and symbols [8] as well as images of its associated deities, which "symbolise different stages in the process of the realisation of the truth." [9] Mandalas are commonly used by tantric Buddhists as an aid to meditation. More specifically, a Buddhist mandala is envisaged as a "sacred space," a Pure Buddha Realm[10] and also as an abode of fully realised beings or deities. [9] While on the one hand, it is regarded as a place separated and protected from the ever-changing and impure outer world of Samsara,[11] and is thus seen as a Buddhafield[12] or a place of Nirvana and peace, the view of Vajrayana Buddhism sees the greatest protection from samsara being the power to see samsaric confusion as the "shadow" of purity (which then points towards it). By visualizing purelands, one learns to understand experience itself as pure, and the abode of enlightenment. The protection we need, in this view, is from our own minds, as much as from external sources of confusion. In many tantric mandalas, this aspect of separation and protection from the outer samsaric world is depicted by "the four outer circles: the purifying fire of wisdom, the vajra circle, the circle with the eight tombs, the lotus circle."[13] The ring of vajras forms a connected fence-like arrangement running around the perimeter of the outer mandala circle[14].

The mandala is also "a support for the meditating person,"[13]something to be repeatedly contemplated, to the point of saturation, such that the image of the mandala becomes fully internalised in even the minutest detail and which can then be summoned and contemplated at will as a clear and vivid visualised image. With every mandala comes what Tucci calls "its associated liturgy...contained in texts known as tantras,"[15] instructing practitioners on how the mandala should be drawn, built and visualised and indicating the mantras to be recited during its ritual use.
The photograph at right is a good example of a Tibetan sand mandala.[16] This pattern is painstakingly created on the temple floor by several monks who use small tubes and rub another metal object against the tube's notched surface to create a tiny flow of grains.[17] The various aspects of the traditionally fixed design represent symbolically the objects of worship and contemplation of the Tibetan Buddhist cosmology.
To symbolize impermanence (a central teaching of Buddhism), after days or weeks of creating the intricate pattern, the sand is brushed together and is usually placed in a body of running water to spread the blessings of the mandala.
The visualization and concretization of the mandala concept is one of the most significant contributions of Buddhism to Transpersonal Psychology. Mandalas are seen as sacred places which, by their very presence in the world, remind a viewer of the immanence of sanctity in the Universe and its potential in his or her self. In the context of the Buddhist path the purpose of a mandala is to put an end to human suffering, to attain enlightenment and to attain a correct view of Reality. It is a means to discover divinity by the realization that it resides within one's own self.
A mandala can also represent the entire Universe, which is traditionally depicted with Mount Meru as the axis mundi in the center, surrounded by the continents.[18] A 'mandala offering'[19] in Tibetan Buddhism is a symbolic offering of the entire Universe. Every intricate detail of these mandalas is fixed in the tradition and has specific symbolic meanings, often on more than one level.

The mandala can be shown to represent in visual form the core essence of the Vajrayana teachings. In the mandala, the outer circle of fire usually symbolises wisdom. The ring of 8 charnel grounds[20] probably represent the Buddhist exhortation to always be mindful of death and impermanence with which samsara is suffused: "such locations were utilized in order to confront and to realize the transient nature of life."[21]Described elsewhere thus: "within a flaming rainbow nimbus and encircled by a black ring of dorjes, the major outer ring depicts the eight great charnel grounds, to emphasize the dangerous nature of human life."[22] Inside these rings lie the walls of the mandala palace itself, specifically a place populated by deities and Buddhas.
One well-known type of mandala in Japan is the mandala of the "Five Buddhas", archetypal Buddha forms embodying various aspects of enlightenment, the Buddhas are depicted depending on the school ofBuddhism and even the specific purpose of the mandala. A common mandala of this type is that of the Five Wisdom Buddhas (a.k.a. Five Jinas), the Buddhas, Vairocana, Aksobhya, Ratnasambhava, Amitabha and Amoghasiddhi.
When paired with another mandala depicting the Five Wisdom Kings, this forms theMandala of the Two Realms.


Mandala offering
Whereas the above mandala represents the pure surroundings of a Buddha, this mandala represents the Universe. This type of mandala is used for the mandala-offerings, during which one symbolically offers the Universe to the Buddhas or one's teacher for example. Within Vajrayana practice, 100,000 of these mandala offerings (to create merit) can be part of the preliminary practices before a student can begin with actual tantric practices.[23] This mandala is generally structured according to the model of the Universe as taught in a Buddhist classic text theAbhidharma-kośa, with Mount Meru at the centre, surrounded by the continents, oceans and mountains, etc. Mandala: Wikipedia

Nenhum comentário: