25/10/2008

Filosofias da Índia


Filosofia Hindu / Filosofia Védica

A filosofia da Índia começa com os Vedas onde são feitas perguntas relativas às leis da natureza, à origem e posição do homem no universo. No famoso Hino da criação do Rigveda o autor diz: "De onde toda a criação teve sua origem? Ele, se Ele a formou ou se Ele não a formou? Ele, que observa tudo do mais alto céu, Ele sabe? - ou talvez até Ele não sabe?"

Na visão Védica, a criação é atribuída à autoconsciência do ser primordial (Purusha). A natureza fundamental (prakriti) por ação dos três gunas (sattva, rajás, e tamas) evolui em 24 tattvas (categorias ontológicas). Isto leva a investigar qual é o fundamento da diversidade dos fenômenos empíricos e origem de todas as coisas.

A "ordem cósmica" é denominada (rta), a lei natural (dharma) e o princípio de causalidade (Karma). A "ordem cósmica" é imanente ou uma intuída ordem da natureza?

Filosofia Hindu Clássica (500 AC - 900DC)
Na era clássica essas interrogações foram sistematizadas em seis escolas de filosofia. Algumas perguntas feitas foram:
Qual é a natureza ontológica da consciência?
Como a própria cognição é experienciada?
É a mente (chit) intencional ou não?
A cognição tem a sua própria estrutura?

As escolas filosóficas indianas, profundamente entrelaçadas em suas origens, fundamentaram-se na doutrina do Dharma e desenvolveram explicações equivalentes sobre a liberação. Floresceram, principalmente, entre 500 AC e 900 DC, com grandes desdobramentos e reformulações, incluindo acréscimos de muitos comentários aos textos fundamentais (sutras) principalmente durante a idade média. No século XX ocorre novo renascimento do Hinduísmo com muitas contribuições incluindo a recente interpretação do vedanta por Sri Aurobindo.

A filosofia indiana é semelhante às correntes que procedem de uma mesma vertente, às vezes divergentes mas que se reencontram em pontos fundamentais. Um exemplo é o Jainismo e o Samkhya, ambos possuem as mesmas concepções sobre o pluralismo; outro exemplo: as escolas Dvaita e Advaita do vedanta, embora védicas, expressam visões contraditórias sobre a unicidade do ser.

A disputa entre as diversas escolas foi maior durante o período de formação e desenvolvimento, especialmente entre 600 AC a 500 DC. Algumas escolas como o Jainismo, o Budismo, o Shaivismo e o Advaita Vedanta sobreviveram, enquanto outras como o Samkhya e Ajivika declinaram.

Temas comuns
Os pensadores indianos conceberam a filosofia como uma necessidade prática que deveria ser cultivada a fim de melhor compreender a vida como ela é, e como pode ser melhor conduzida.
É costume entre os autores indianos explicar, no início de suas obras filosóficas, como elas podem servir para as necessidades humanas (puruṣārtha).
Essas filosofias tem como eixo o pressuposto de que existe uma ordem unitária subjacente a tudo, que é onisciente e que se estende a todos níveis da realidade. As diversas escolas empenharam-se em explicar essa ordem. Todos os fenômenos observados na natureza e eventos relacionados com a vida, são considerados suas consequências.

A mais antiga referência de natureza filosófica sobre Brahman, ou realidade física transcendente, fundamento de tudo, aparece no Rig Veda. Brahman é descrito como amorfo, atemporal e que está além da felicidade e do conhecimento ordinário, incluindo, também, a concepção de ṛta ("justiça" ou "a ordem cósmica e social", fundamento do Dharma).

Períodos
pré-1500 AC - Vedas e Upanishads
pré-500 AC - Jainismo, Budismo, Bhagavad Gita, Manu Smriti
pré-300 AC - a gênese dos darshanas ortodoxos
200 DC - Darshanas e o surgimento do Budismo Mahayana
800 DC - Shankaracharya e a evolução do Vedanta
pós-900 DC - Surgimento de outras escolas do Vedanta: Visishtadvaita, Dvaita, etc.

Durante a era Védica, havia na Índia duas grandes correntes de pensamento filosófico: A escola Shramanica, representada pelo budismo e pelo Jainismo incluindo as tradições decadentes, Samkhya e Ajivika, e as escolas Védicas representadas, notadamente, pelo vedanta.

Escolas
A filosofia clássica indiana pode ser, grosso modo, classificada em escolas "ortodoxas" (astika), as tradicionais escolas da filosofia hindu, e "heterodoxas" (nāstika), escolas que não aceitam a autoridade dos Vedas (Budismo, Jainismo, etc.).

Escolas Ortodoxas (Astika) -Ver artigo principal: filosofia hindu
Os pensadores hindus, durante o período medieval, reconheceram seis escolas filosóficas (darshanas) derivadas de fontes Védicas, classificadas como ortodoxas (astika):
Nyaya, lógica e metodologia
Vaisheshika, atomismo e lógica
Samkhya, ontologia, metafísica dualista
Yoga, doutrina da meditação, teoria da liberação
Purva Mimamsa, exegese do ritualismo védico
Vedanta, metafísica dos Upanishads.
Essas escola foram associadas em três grupos por razões históricas e conceituais: Nyaya-Vaishesika, Samkhya-Yoga, e Mimamsa-Vedanta. O Vedanta é dividido em seis sub-escolas: Advaita (monismo = não dualismo), Visishtadvaita (monismo com qualificação), Dvaita (dualismo), Dvaitadvaita (dualismo - não dualismo), Suddhadvaita, e Achintya Bheda Abheda.

As escolas heterodoxas (Nastika) Escolas que não aceitam a autoridade dos Vedas.

A filosofia do Jainismo - Ver artigo principal: Jainismo e filosofia jainista
O Jainismo foi formalizado através da síntese promovida por Mahavira sobre as concepções filosóficas predominantes na metade do 1º milênio AC, na região localizada no Bihar, norte da Índia. Nesse período ocorre um grande renascimento ideológico em que a dominação patriarcal védica foi contestada. (O Budismo também surgiu durante este período). Os Jainistas acreditam que a filosofia jainista foi reconstruída por Mahavira, considerado o 24º e último dos Tirthankars ou Jinas (videntes iluminados), linhagem que se estende a tempos imemoriais, certamente de origem dravidiana. O 23º vidente, Parsva existiu, provavelmente, no século X AC.
O Jainismo pode não ser um aspecto da Religião védica (Hinduísmo), mas está profundamente ligado ao desenvolvimento do Hinduísmo. Os tirthankars jainistas são mencionados nos Vedas e nos épicos hindus.
Jainista é o adepto dos Jinas (Tirthankars), 'conquistadores espirituais' (Jina é o termo sânscrito para "conquistador, aquele que venceu suas paixões"), são seres humanos que revitalizaram o dharma e ao atingir a liberação (moksha) dedicaram-se ao ensino do caminho espiritual para o benefício de todos os seres. Os Jainistas abraçam os ensinamentos dos 24 notáveis Jinas, conhecidos como Tirthankars (edificadores do verdadeiro caminho).
Uma das principais características da crença Jainista é a ênfase na imediata conseqüência do comportamento humano (Karma). Os Jainistas acreditam que todas as coisas são seres vivos que possuem uma alma exigindo muito cuidado, respeito e consciencialização em nossas atividades mundanas.

O sábio hindu, Lokmanya Tilak reconheceu que o fim dos sacrifícios de animais em rituais védicos ocorreu por influência do Jainismo. Bal Gangadhar Tilak garante que a doutrina da não-violência, Ahimsa, foi desenvolvida pelo Jainismo e escreveu uma matéria publicada no Bombay Samachar, Mumbai: 10 de Dezembro de 1904: "Nos tempos antigos, um incontável número de animais foram mortos em sacrifícios religiosos. Em várias obras poéticas, como Meghaduta encontram-se citações a esse respeito. Mas o crédito para o fim desse terrível massacre promovido pela religião Bramânica deve-se ao Jainismo", opinião sustentada, também, por Vivekananda.

Filosofia budista - Ver artigo principal: filosofia Budista
A filosofia budista é um sistema de crenças baseadas nos ensinamentos de Sidarta Gautama, um príncipe indiano, mais tarde conhecido como o Buda. O Budismo é uma filosofia não-teísta cujos princípios não estão fundamentalmente relacionados com a existência ou não existência de um Deus ou deuses. A existência de Deus é em grande parte irrelevante no budismo, embora algumas seitas especialmente do Budismo tibetano cultuem algumas divindades derivadas de crenças da cultura local aborígene. Desde a sua criação, o budismo contém forte componente filosófico. O é Budismo uma reação a determinados conceitos filosóficos ortodoxos hindus. Buda criticou os conceitos metafísicos como Ser e Não Ser, e esta crítica está incorporada aos fundamentos do Budismo.
O Budismo compartilha muitas opiniões filosóficas com o hinduísmo, como a crença na doutrina do karma (relação universal entre causa e efeito): os eventos atuais são as consequências dos eventos anteriores. A meta final para os praticantes hindus e budistas é eliminar o Karma levando ao fim o ciclo de reencarnações (sansara) e, portanto, do sofrimento. E, fundametalmente, conquistar a liberdade (Moksha ou Nirvana). No entanto, a fundamental contradição é a negação budista de uma alma (atman), auto-existente ou eterna. Esta visão é central no pensamento hindu, mas é rejeitada por todos os budistas.

Cārvāka - Ver artigo principal: Cārvāka
A escola de Cārvāka caracteriza-se pelo materialismo e pelo ateísmo. Embora este ramo da filosofia indiana não seja considerado parte das escolas ortodoxas do hinduísmo, é uma relevante evidência da existência de movimentos materialistas no Hinduismo.

A filosofia moderna
A filosofia moderna Indiana foi desenvolvida durante o período Britânico (1750 - 1947). Os filósofos desta era elaboram interpretações atualizadas da tradicional filosofia vedanta. Entre os principais, citam-se: Sri Ramakrishna, Swami Vivekananda, Rabindranath Tagore, Sri Aurobindo, Ramana Maharshi e Sarvepalli Radhakrishnan, etc.
Filosofia indiana: Wikipedia

Upanishad

Os Upanishads (Devanagari: उपनिषद्, IAST: upaniṣad, normalmente transcrito como "Upanishad") são textos hindus, que formam a fonte dos ensinamentos do Vedanta. Eles não pertencem a um especial período da literatura sânscrita: os mais antigos, como o Brhadaranyaka e o Chandogya Upanishads, datam do final do período dos Brahmanas (séc. VIII AC), ao passo que os mais recentes foram compostos na idade média e no início período moderno.

Os Upanishads articulam conceitos monistas, alguns já delineados em textos anteriores - ideias que exerceram importante influência sobre as filosofias hindu e indiana, em geral.
O filósofo Shankara (século VIII DC), também, é respeitado por comentar os onze mukhya, ié, os principais Upanishads considerados os mais antigos, compostos no final da era Védica e no período Maurya.
O Muktika Upanishad (1656 DC) contém uma lista dos 108 Upanishads reconhecidos como os principais da tradição Védica e se coloca no final da lista.
Dara Shikoh (m. 1659), filho do imperador Mughal Shah Jahan traduziu cinqüenta Upanishads para o persa. Max Müller (1879) reconheceu 170. Sadhale, em seu volumoso índice em versos, Upaniṣad-vākya-maha-Kosa, relacionou 223, incluindo diferentes textos com o mesmo nome, entretanto, partes de antigos textos, como os Brahmanas ou passagens dos próprios Vedas, foram considerados Upanishads.


Etimologia
O termo sânscrito Upaniṣad deriva de: upa -perto, ni - abaixo e sad - sentar, que significa, sentar-se aos pés do guru. Monier-Williams explica que "segundo autoridades védicas, upanishad envolve a eliminação da ignorância, através da revelação, pelo supremo espírito”. Shankara em seu comentário sobre o Katha e o Bṛhadāraṇyaka upanishads equipara o termo upanishad com Ātmavidyā, que é "o conhecimento do Self", ou Brahmavidyā "conhecimento de Brahma".

Filosofia
Os Upanishads postulam um espírito universal (Brahman) e uma alma individual (Atman) estabelecendo a identidade entre ambos. Brahman é a realidade última, tanto imanente como transcendente, a absoluta infinita existência, a soma total de tudo que é ou que tem a possibilidade de ser.

A natureza mística e a forte inclinação filosófica dos Upanishads produziram diversas interpretações cristalizadas nas três principais escolas do Vedanta. A interpretação dos Upanishads por Shankara não descreve Brahman como Deus de forma monoteísta, mas atribui a ele características sem limitações, como Ser Absoluto ou, mesmo, Não-Ser. Assim, a filosofia de Shankara é chamada advaita, "não dois" por oposição ao dvaita, fundada por Madhvacharya, que afirma ser Brahman, em última instância, um Deus pessoal, que pode ser identificado com Vishnu, ou Krishna (brahmano hi pratisthaham: Eu sou o Fundamento de tudo, incluindo Brahman, Bhagavad Gita 14,27). A terceira principal escola do Vedanta é Vishishtadvaita, fundada por Ramanujacharya que tem aspectos em comum com as outras duas.

O nono capítulo do Taittiriya Upanishad diz: Quem experimenta a felicidade de Brahman (consciência transcendental) ... não se perturba com questionamentos como "Por que eu não fiz o bem? Por que razão tenho feito o mal?". Quem conhece a (bem aventurança) liberta-se de ambas. Verdadeiramente, liberta-se dessas indagações. Assim é o Upanishad, o supremo conhecimento de Brahman.

O principal ensinamento (Mahāvākya) mais reverenciado dos Upanishads para o Advaita Vedanta, é तत् त्वं अिस "Tat Tvam Asi" (Tu és isto), significa a absoluta identidade entre atman ou self ('tvam'), e a suprema realidade Brahman ou Paramatman ('tat') e só pode ser percebida através do poder da discriminação. No entanto, existem interpretações divergentes desta frase nos versos 6, 7 e 8 do Isha Upanishad): Quem vê todos os seres como alma e a alma em todos os seres ... Que ilusão ou sofrimento pode existir para quem percebe a Unidade? Ela tudo preenche, é radiante, incorpórea, inatacável ... A verdadeira sabedoria, a absoluta inteligência, que tudo engloba, é auto-existente e organiza todos os objetos através da eternidade.

Os Upanishads contém, também, as primeiras e mais autorizadas explicações sobre o som primordial Aum ou OM, a vibração cósmica, fundamento da existência. O mantra "Aum Shanti Shanti Shanti" (Reverências ao insondável som, paz, paz, paz) é frequentemente encontrado nos Upanishads.


Relação dos Upanishads.
A seguinte lista inclui os onze principais Upanishads (mukhya)
comentados por Shankara, considerados pela maioria dos hindus como Shruti. Cada um está associado a um dos quatro Vedas: (Rigveda (RV), Samaveda (SV), White Yajurveda (ŚYV),
Black Yajurveda (KYV), Atharvaveda(AV));

Aitareya(RV)
Bṛhadāraṇyaka (ŚYV)
Taittirīya (KYV)
Chāndogya (SV)
Kena (SV)
Īṣa (ŚYV)
Śvetāśvatara (KYV)
Kaṭha (KYV)Muṇḍaka (AV)
Māṇḍūkya (AV)
Praśna (AV)
Acrescentam-se os Kauśītāki e Maitrāyaṇi Upanishads, todos datam do primeiro milênio AC. Considerações linguísticas situam os Bṛhadāraṇyaka e Chāndogya Upanishads entre os mais antigos. O Jaiminīya Upaniṣadbrāhmaṇa, pertencente ao antigo período do Sânscrito Védico, também pode ser incluído. Quase da mesma idade situam-se os Aitareya, Kauṣītaki e Taittirīya Upaniṣads, enquanto os remanescentes datam da época de transição entre o período Védico e o Sânscrito Clássico.
Os Upanishads mais antigos estão associados com os Charanas Védicos e Shakhas (escolas); o Aitareya e Kauśītāki Upanishads com o Shakala shakha, o Chāndogya Upanishad com o Kauthuma shakha, o Kena Upanishad com o Jaiminiya shakha, o Katha Upanishad com o Caraka-Katha shakha, o Taittirīya e Śvetāśvatara Upanishads com o Taittiriya shakha, o Maitrāyaṇi Upanishad com o Maitrayani shakha, o Bṛhadāraṇyaka e o Īṣa Upanishads com o Vajasaneyi Madhyandina shakha, e os Māṇḍūkya Mundaka Upanishads e com o Shaunaka shakha.
Na relação dos 108 Upanishad do Muktika Upanishad, os 10 primeiros são classificados como mukhya "principais". Os Sāmānya Vedanta "Vedanta básico" são 23, Como Sannyāsa, existem 21. Os Shākta, são compostos por 9. Como Vaishnava, existem 13. Os Shaiva, atingem 14. Os Yoga Upanishads são compostos por 17.

Shakta Upanishads
Os últimos Upanisads são, em geral, altamente sectários: esta foi "uma das estratégias utilizadas pelos movimentos sectários para legitimar os seus próprios textos, concedendo-lhes o status de Śruti". Para a grande maioria dos Hindus, os Upanishads Shaktas são tratados sectários que apresentam conteúdos doutrinários e interpretações contraditórias sobre as duas principais seitas do Srividya upasana (uma importante forma de Shaktismo tântrico). Como resultado, as listagens sobreviventes dos "autênticos" Upanishads Shaktas variam em conteúdo, refletindo o viés sectário de seus compiladores: "Os últimos esforços para construir uma relação dos Upanishads Shaktas não nos deixaram nem a compreensão nem a sua 'localização' na tradição tântrica ou seu lugar no corpus Védico. [...] O que está em jogo para os tântricos não é a autoridade dos sruti que, em si, continua inquestionável, mas sim a sua correta interpretação. Para os não Tântricos, são os conteúdos dos textos tântricos que colocam em questionamento a sua identidade como um verdadeiro Upanishad. Está em disputa a classificação dos textos como Śruti e, portanto, sua inerente autoridade Védica".

Dos textos indicados no Muktika Upanishad nove são classificadas como Shakta Upanishads:
Sita (AV)
Annapurna (AV)
Devi (AV)
Tripurātapani (AV)
Tripura (RV)
Bhāvana (AV)
Saubhāgya (RV)
Sarasvatīrahasya (KYV)
Bahvṛca (RV)
A lista exclui vários Upanisads Shaktas, muitos amplamente utilizados, incluindo o Kaula Upaniṣad, o Śrīvidyā Upaniṣad e os Śrichakra Upaniṣad. Upanishad: Wikipedia

Links
Upanishads at Sanskrit Documents Site
Several Upanishads, Devanagari text, in PDF
Philosophy of the Upanishads by Paul Dessen and A. S. Geden
GRETIL
TITUS


Translations
Translations of major Upanishads
11 principal Upanishads with translations
Translations of principal Upanishads at sankaracharya.org
Upanishads and other Vedanta texts
Upanishad the Wonder world Wide
Hindi poetic translations of Upanishads by Dr Mridul Kirti
Complete translation on-line into English of all 108 Upaniṣad-s

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