28/10/2008

Kumb Mela

Khumb Mela


Kumbh Mela (Devanagari: कुम्भ मेला) é uma peregrinação religiosa na qual dezenas de milhões de hindus (incluindo observadores e religiosos de todas as partes do planeta) se reúnem para o tradicional banho no rio ganges e para participar de rituais religiosos, conferências e debates filosóficos.

A Kumbh Mela normal é celebrada a cada 3 anos, A Ardh (meia) Kumbh Mela é celebrada a cada seis anos em Haridwar e Prayag, A Purna (completa) Kumbh acontece a cada 12 anos em quatro lugares Prayag (Allahabad), Haridwar, Ujjain e Nashik). A Maha (grande) Kumbh Mela, ocorre a cada 12 "Purna Kumbh Melas", ou 144 anos, é realizada em Allahabad. A última Maha Kumbh Mela, realizada em 2001, reuniu cerca de 60 milhões de pessoas, tornando-se, na época, a maior aglomeração de pessoas jamais vista em qualquer lugar do mundo, segundo os registros históricos.

A Kumbh Mela é comemorada em diferentes locais, dependendo da posição do planeta Brihaspati (Júpiter) e do sol. Quando Júpiter e o Sol estão no signo de Leão (Singh Rashi) é realizada em Nashik, quando o sol está em Áries (Messa Rashi) é comemorada em Haridwar, quando Júpiter está em Touro (Vrishabha Rashi) e o Sol está em Capricórnio (Makar Rashi) Kumbha Mela é comemorada em Prayag; quando Júpiter e o Sol estão em Escorpião (Vrishchik Rashi) é comemorada em Ujjain. As datas e locais de cada celebração são calculadas antecipadamente de acordo com uma combinação especial das posições zodiacais do Sol, Lua e Júpiter.

O primeiro registro escrito da Kumbha Mela encontra-se nos relatos do viajante chines, Huan Tsang ou Xuanzang (602-664 AD), que visitou a Índia em 629 - 645 DC, durante o reinado do Rei Harshavardhana. No entanto, admite-se que o festival remonta há muitos séculos desde o período védico, na Índia antiga. Na mitologia Hindu, sua origem é descrita em um dos reputados mitos da criação, o episódio Samudra Manthan (turbulência no oceano de leite), mencionado no Bhagavata Purana, Vishnu Purana, no Mahabharata e no Ramayana.

A história conta que os deuses tinham perdido sua força, e para recuperá-la decidiram agitar o Sagara Ksheera (oceano primordial de leite) para produzir o amrita (néctar da imortalidade). Isto exigia que eles fizessem um acordo temporário com os seus arqui-inimigos, os demônios ou Asuras, para trabalhar em conjunto com a promessa de partilhar o néctar igualmente. No entanto, quando a Kumbha (urna) contendo o amrita apareceu, uma luta se seguiu. Durante doze dias e doze noites (equivalente a 12 anos humanos) os deuses e demônios travaram uma batalha no céu para a posse do pote de amrita. Acredita-se que durante a batalha, o Senhor Vishnu voou para longe com a urna do elixir, mas derramou gotas do amrita em quatro lugares: Prayag, Haridwar, Ujjain e Nashik.

O evento principal do festival é o banho ritual, nas margens do rio da cidade onde o festival é realizado. Outras atividades incluem discussões religiosas; cantos devocionais; alimentação em massa de pobres e de homens santos e mulheres santas; assembléias religiosas onde as doutrinas são debatidas e sistematizadas.

Kumbh Mela é a mais sagrada de todas as peregrinações. Participam milhares de homens santos e mulheres santas, e o sucesso do festival é em parte atribuível a eles que provavelmente foram os criadores. Os sadhus são vistos vestidos com folhas de açafrão e com a pele untada com cinzas em pó segundo antigas tradições. Alguns, chamados naga sanyasis, não podem usar qualquer roupa, mesmo no inverno rigoroso. Wikipedia: Kumbamela


Sadhu


No hinduísmo, sadhu (skt साधु sadhu, "bom homem, homem santo") denota um asceta ou um sanyasi andarilho. Embora a grande maioria dos sadhus sejam iogues, nem todos os iogues são sadhus. O sadhu se dedica exclusivamente a alcançar moksa (liberação) o quarto e último asrama (fases da vida) através da meditação e contemplação de Brahman. Algumas seitas de Sadhus usam roupas de cor ocre, simbolizando sua Sanyasa (renúncia).

Este modo de vida admite, também, mulheres, a forma feminina da palavra sadhu é sadhvi (साध्वी). Além disso, "Sadhu!" é uma interjeição do Sanskrit e do Pali que significa algo bem feito. Os termos sadhu ("homem bom") e Sadhvi ("mulher virtuosa") referem-se a renunciantes que optaram por uma vida aparte da sociedade para se dedicarem à sua própria prática espiritual. Abandonam todos bens materiais, vínculos familiares, sociais e sexuais. Vivem em cavernas, florestas e templos em todas as partes da Índia e do Nepal. Essas palavras derivam da raiz sânscrita sādh, que significa "chegar a um objetivo", "endireitar", ou "poder para superar". A mesma raiz é usada na palavra sadhana, que significa "prática espiritual".

O Sadhu é normalmente chamado de Baba pelas pessoas comuns. A palavra baba também significa pai, avô ou tio, em muitas línguas indianas. Às vezes, o respeitoso sufixo-ji é acrescentado após baba denotando grande respeito ao renunciante.

Existem, atualmente, na Índia cerca de 5 milhões de sadhus e são geralmente respeitados por sua santidade e, às vezes, temidos por suas maldições. Acredita-se, também, que as austeridades dos sadhus colaboram na queima de seus próprios karmas e de suas comunidades. Sendo vistos como benéficos à sociedade, os sadhus recebem doações de muitas pessoas. No entanto, a reverência aos sadhus não é universal na Índia. Desde a antiguidade os sadhus têm sido, muitas vezes, vistos com certo grau de desconfiança, especialmente entre as populações urbanas. Hoje em dia, especialmente nas cidades de peregrinação popular, passando por sadhu é um meio para um mendigo não devoto adquirir boa fonte de renda.

Os Naga Sadhus (Digambar) são os homens nus, que não se barbeiam e usam o cabelo em mechas grossas. Os Aghori sadhus afirmam ter com companhia espíritos, vivem geralmente em crematórios como base para suas práticas. A cultura indiana aceita um número infinito de caminhos para Deus, incluindo as perspectivas das diversas variedades de sadhus. Alguns praticam um ascetismo extremo, enquanto outros se concentram em orações, mantras ou meditação.

Há duas principais divisões sectárias dentro da comunidade sadhu: Shaiva sadhus, ascetas devotos de Shiva, e Vaishnava sadhus, renunciantes devotos de Vishnu e/ou uma de suas encarnações, Rama ou Krishna. Menos numerosos são os Shakta sadhus, que são devotos da Deusa (Shakti), a energia divina - ou de uma de suas formas. Dentro dessas divisões gerais existem numerosas seitas e sub-seitas, refletindo diferentes linhagens, escolas filosóficas e tradições (muitas vezes referidas como "sampradayas").

Os sampradayas Smarta são chamados de Dashanami - ou Dez Nomes, os sadhus dessa seita devem escolher um dos dez nomes como codinome para a iniciação. Diz-se que a seita foi formada pelo filósofo e renunciante Shankara, século 8 DC, embora a completa história da formação da seita não seja clara. A seita Vaishnava com o maior número de membros é a seita Ramanandi, fundada por um mestre medieval de bhakti (devoção) chamado Ramananda.

Os sadhus são geralmente reconhecidos por seu estilo de vida. Sadhus Shaiva são conhecidos como "sannyasis", aqueles que renunciaram ou renderam-se, enquanto os Vaishnavas se denominam "vairagis", ou desapaixonados. Os termos refletem as diferentes visões de mundo dos dois grupos: a filosofia Shaiva de ascetismo e renúncia é mais austera e radical do que a dos Vaishnavas. A visão do asceta Shaiva enfatiza a separação radical dos principais grilhões sociais e total compromisso com a libertação (moksha) do Samsara, o ciclo de nascimento e morte. Enquanto os Vaishnavas enfatizam um envolvimento remanente em um mundo não-sadhu através do serviço compassivo.

Embora os sadhus abandonem formalmente as tradicionais castas na iniciação, certos resíduos ainda permanecem nos iniciados e influenciam as seitas em que são admitidos; alguns grupos ascéticos, como os Dandis no sampradaya Dashnami, são compostos apenas por brahmanes, enquanto outros grupos admitem pessoas provenientes de uma ampla variedade de castas.

Existem sadhus femininas - conhecidas como sadhvis - em várias seitas. Em muitos casos, as mulheres que escolhem a vida de renúncia são viúvas, e estes tipos de sadhvis muitas vezes vivem uma vida de reclusão em abrigos ascéticos. As sadhvis são, consideradas manifestações ou formas da Deusa, ou Devi, e são honradas como tais. Recentemente surgiram várias sadhvis carismáticas que se tornaram famosas como mestras no ensino religiosos (por exemplo, Anandamayi-Ma, Sarada Devi, AmritanandamayiMa e Karunamayi). Wikipedia: Sadhu

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A canção do Sannyasin

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